Assim como na isenção do Imposto de Renda, aqui também o Parkinson não precisa ser encaixado em nenhuma categoria genérica. Ele está escrito.

A lista

A CAIXA autoriza o saque do FGTS por doença grave quando o trabalhador ou seus dependentes estiverem acometidos por uma destas:

Alienação Mental · Cardiopatia Grave · Cegueira · Contaminação por Radiação · Doença de Parkinson · Espondiloartrose Anquilosante · Estado avançado da Doença de Paget · Estágio Terminal de vida · Hanseníase · Hepatopatia Grave · HIV/AIDS · Nefropatia Grave · Neoplasia Maligna · Paralisia Irreversível e Incapacitante · Tuberculose Ativa

Repare em duas coisas. Primeiro, o Parkinson está nomeado — não é preciso argumentar que se encaixa em «paralisia irreversível» nem em nada parecido. Segundo, vale para dependentes: se quem tem Parkinson é seu pai ou sua mãe e ele é seu dependente, o saque é da sua conta.

Os documentos

DocumentoDetalhe
CPF ou número de inscrição PIS/PASEP/NIS
Carteira de Trabalho
Formulário «Relatório Médico de Doenças Graves para Solicitação de Saque do FGTS»Com assinatura sobre carimbo ou certificação digital ICP-Brasil, e CRM/UF do médico assistente responsável pelo tratamento. Validade de no máximo 1 ano desde a expedição
Cópia dos exames médicos e respectivos laudos e/ou dados clínicosO que embasa a comprovação da doença

O formulário é um documento específico da CAIXA — não é um atestado comum. Baixe o modelo do site e leve-o à consulta; pedir ao médico que «escreva um atestado» costuma resultar em um papel que não serve.

Documentos e recibos presos com um clipe sobre a mesa

Como pedir pelo aplicativo

1
Abra o app FGTS e vá em «Saques»
Depois, «Solicitar saque».
2
Escolha o motivo
«Doença Grave, Estágio terminal de vida ou Órtese/Prótese» e, em seguida, «Doença Grave».
3
Informe quem está doente
Titular ou dependente.
4
Cadastre a conta e envie os documentos
Uma conta bancária de sua titularidade, em qualquer instituição financeira. Depois é só fazer o upload, conferir e confirmar.

Quem preferir pode ir a uma agência da CAIXA com a mesma documentação.

Quem decide

A confirmação da doença é feita pela Perícia Médica Federal, que usa o formulário, os exames e laudos e os dados clínicos para emitir parecer. Depois disso a CAIXA valida os dados e credita o valor na conta indicada.

Ou seja: quem decide não é o gerente da agência. Por isso a qualidade do relatório médico e dos exames anexados pesa mais do que qualquer explicação dada no balcão.

O que escrever no relatório

O formulário é da CAIXA, mas o conteúdo é do seu médico. Em Parkinson, vale que os dados clínicos descrevam função, não só o nome da doença: alterações da marcha, bloqueios, quedas, tempo que as atividades diárias passaram a levar, e os períodos em que o remédio deixa de fazer efeito.

E atenção ao prazo: o relatório vale no máximo um ano. Um documento de 2024 guardado na gaveta não serve para um pedido feito hoje.

Cuidado com golpes

A própria CAIXA alerta: use apenas os canais oficiais e não forneça senhas ou dados de acesso em outros sites ou aplicativos. O saque por doença grave é um trâmite que se faz sozinho, pelo app ou na agência — não há intermediário necessário.

Se isso acontece com você

Sua situaçãoO que fazer
Tem Parkinson e conta de FGTSA doença está na lista. Baixe o formulário da CAIXA
Quem tem Parkinson é seu dependenteTambém vale — o saque é da sua conta
Seu médico deu um atestado comumNão serve. É preciso o formulário específico da CAIXA
O relatório é de mais de um ano atrásPerdeu a validade. Peça um novo
Não sabe se seus exames bastamAnexe laudos e dados clínicos que embasem o diagnóstico
Não quer ir à agênciaDá para fazer tudo pelo app FGTS
Alguém ofereceu «resolver» o saqueNão há intermediário necessário. Use só os canais oficiais
O gerente disse que não dáQuem confirma a doença é a Perícia Médica Federal, não a agência

Este resumo reproduz o que a CAIXA publica nas fontes indicadas. As regras e a lista podem mudar — confirme no site oficial antes de reunir documentos.